Fato verificado
O Brent fechou perto de US$ 100 por barril em 21 de setembro, queda de 3,4%, e o WTI caiu cerca de 4,5%. O movimento acompanhou o aumento dos embarques saudita pelo Golfo Pérsico: segundo dados citados na reportagem, o petróleo saudita que passou pelo Ormuz somou 2,9 milhões de barris por dia na média dos seis dias até 18 de setembro, contra 700 mil barris por dia em agosto, e o almirante Brad Cooper, do Comando Central dos EUA, afirmou que os volumes das últimas duas semanas estão na máxima de seis meses. Mesmo assim, o petróleo acumula alta superior a 65% no ano.
Por que importa
Combustível caro entra no custo de quase toda empresa brasileira por dois caminhos — frete e energia — antes mesmo de aparecer na bomba.
Leitura estratégica
Minha leitura é que o que caiu foi o prêmio de risco, não a escassez: o fluxo melhorou, mas segue dependente de uma rota única e de um conflito não encerrado. Arne Lohmann Rasmussen, da A/S Global Risk Management, disse que ‘a pior pressão sobre o petróleo pode estar diminuindo’ — é uma avaliação de analista, não um dado de oferta futura.
Risco real
Qualquer interrupção nova no Ormuz devolve o prêmio ao preço em poucos pregões, e o diesel nos EUA segue acima de US$ 6,50 o galão.
Possibilidade prática
Vale mapear, com número, quanto do seu custo total depende de combustível e energia, e testar o orçamento em dois cenários de barril em vez de trabalhar com um só.
Fonte: World Oil
