Fato verificado
Em 16/10/2026, o presidente dos Estados Unidos assinou ordem executiva que suspende partes centrais da Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026, lei que ele próprio sancionou em 18 de setembro. Entre as medidas que entrariam em vigor em 18 de outubro estavam tarifa adicional de 500% sobre importações russas, tarifa de 100% sobre importações dos cinco maiores compradores que fizessem novas compras de petróleo ou gás natural russos e tarifa de 100% sobre bens dos cinco principais países facilitadores de evasão às sanções ao petróleo russo. A suspensão foi feita pela cláusula de interesse nacional prevista na Seção 115 da lei, com certificação enviada ao Congresso de que a medida é ‘nos interesses nacionais dos Estados Unidos’, sem explicação pública dos motivos e sem prazo anunciado para restabelecimento. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou: ‘Este não é momento de aliviar as sanções à Rússia’.
Por que importa
A retirada de tarifas secundárias remove, por ora, um risco de sobretaxa para grandes compradores de petróleo russo e reduz uma fonte de choque no comércio global.
Leitura estratégica
Minha leitura é que a decisão aumenta a imprevisibilidade da política comercial americana mais do que resolve qualquer impasse: uma lei sancionada em setembro e suspensa em outubro é sinal de que o instrumento tarifário segue sendo usado como moeda de negociação. Para quem exporta ou importa, o planejamento precisa considerar reversões rápidas.
Risco real
A mesma discricionariedade que suspendeu as medidas pode reimpô-las sem aviso, e o texto não fixa prazo nem condição objetiva para isso.
Possibilidade prática
Contratos internacionais ganham com cláusulas que tratem explicitamente de mudança tarifária e com alternativa de origem ou destino já mapeada, em vez de depender de um único cenário regulatório.
Fonte: Kyiv Post
