Edição de 18 de outubro de 2026 Curadoria: EN · DE · FR · ES — por Emerson Neri
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MERCADO INTERNACIONAL

Brent toca US$ 110 pela primeira vez desde maio com ataques no Estreito de Ormuz

Fato verificado Em 16/10/2026, o Brent encerrou a US$ 109,86 por barril, alta de US$ 3,94 (3,7%), o maior fechamento desde 19 de maio, após tocar US$ 110 durante o…

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Brent toca US$ 110 pela primeira vez desde maio com ataques no Estreito de Ormuz

Fato verificado

Em 16/10/2026, o Brent encerrou a US$ 109,86 por barril, alta de US$ 3,94 (3,7%), o maior fechamento desde 19 de maio, após tocar US$ 110 durante o dia; o WTI fechou a US$ 101,41, alta de US$ 3,44 (3,5%), maior nível desde 17 de setembro, segundo a Reuters. Na semana, o Brent subiu 4,9% e o WTI, 10,4%. Os fatores citados foram o aumento de ataques na região do Estreito de Ormuz nos dez dias anteriores, com o Irã afirmando intensificar ataques em resposta a um bloqueio naval americano a seus portos e a novas sanções; a interceptação, segundo coalizão liderada pela Arábia Saudita, de um míssil balístico dirigido ao porto de Yanbu, sem dano relatado à infraestrutura; e o ataque ucraniano a uma refinaria russa, com suspensão de uma unidade de destilação em Riazan. Como contrapeso, a Agência Internacional de Energia concordou em liberar mais de 20 milhões de barris de combustíveis e os Estados Unidos abriram consulta para troca de até 17 milhões de barris da reserva estratégica.

Por que importa

Petróleo acima de US$ 100 pressiona diesel, frete e custo de insumos no Brasil, com efeito atrasado sobre inflação e preço final.

Leitura estratégica

Minha leitura é que o preço atual reflete prêmio de risco de oferta, não escassez confirmada: as liberações de estoque de AIE e dos Estados Unidos mostram que há instrumento de contenção disponível. O que permanece incerto é a duração dos ataques e a velocidade de recuperação dos fluxos do Golfo.

Risco real

Uma interrupção prolongada em Ormuz atingiria custo logístico e margem de qualquer negócio dependente de transporte rodoviário, ainda que o repasse ao consumidor leve semanas.

Possibilidade prática

Para quem tem frota ou contrato de frete, faz sentido revisar cláusulas de reajuste de combustível e prazos de reposição de estoque antes de um eventual repasse, em vez de reagir depois.

Fonte: Reuters (via Central Oregon Daily)

Emerson Neri

Redação Minha Geração Rica — curadoria e tradução de conteúdo internacional de educação financeira.

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