Fato verificado
Na sexta-feira, 18 de setembro de 2026, o presidente Donald Trump sancionou a ‘Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026’. Segundo a CBS News, a lei autoriza o presidente a impor tarifas de até 100% sobre os cinco maiores compradores de petróleo e gás natural russos, além de sancionar lideranças, oligarcas, bancos e instituições financeiras russas e estender penalidades sobre os setores de energia e armamentos do Irã. Conforme a Times Brasil, ligada à CNBC, o texto foi aprovado no Senado em agosto por 86 votos a 11 e na Câmara por 262 a 159. A autorização é presidencial e não automática: assinar a lei não significa que as tarifas de 100% já tenham sido aplicadas a qualquer país. No sábado, 19 de setembro, um porta-voz do Ministério do Comércio da China afirmou em comunicado oficial que Pequim se opõe de forma consistente a sanções unilaterais e às chamadas sanções secundárias, e que reserva o direito de ‘tomar todas as medidas necessárias para salvaguardar firmemente a soberania nacional e os interesses de desenvolvimento da China, bem como os direitos e interesses legítimos e legais das empresas chinesas’. China e Índia estão entre os maiores compradores de petróleo russo.
Por que importa
Tarifas secundárias atingem quem compra, não apenas quem vende, e podem redesenhar rotas de energia e comércio que definem o preço do petróleo e o custo de frete no mundo inteiro.
Leitura estratégica
O ponto estratégico é a diferença entre autorização e aplicação. A lei cria um instrumento de pressão que pode ser usado, calibrado ou guardado, e o momento da assinatura, às vésperas da cúpula com Xi Jinping, sugere que ele entra na mesa como instrumento de negociação. Na prática, o mercado passa a precificar uma possibilidade, não um fato consumado.
Risco real
Se a autorização for efetivamente acionada contra grandes compradores, o efeito mais provável recai sobre preços de energia e sobre cadeias de suprimento globais, com repasse a custos de produção e transporte também no Brasil.
Possibilidade prática
Para empresas com custo relevante de combustível ou frete, é um bom momento para revisar contratos, prazos de reajuste e cláusulas de repasse, em vez de apenas acompanhar a cotação diária do barril.
Fonte: CBS News; Times Brasil (CNBC); Global Times; The Irish Times
