Fato verificado
No fechamento de sexta-feira, 2 de outubro de 2026, o Brent encerrou a US$ 102,25 por barril, queda de US$ 0,06 (-0,06%) no dia e alta marginal de 0,11% na semana; o WTI fechou a US$ 91,11, recuo de US$ 1,76 (-1,90%) no dia e de 1,41% na semana. O G7 e a Agência Internacional de Energia coordenaram a liberação de 100 milhões de barris de reservas emergenciais, sendo 50 milhões de barris de diesel por governos europeus e 50 milhões de barris de petróleo por membros da AIE, com entrada gradual no mercado ao longo de vários meses. No mesmo período, refinarias chinesas suspenderam exportações de derivados em outubro.
Por que importa
Diesel é insumo direto de frete, alimentos e produção industrial no Brasil, e o preço internacional pressiona custo antes de aparecer na inflação.
Leitura estratégica
Minha leitura é que a preocupação central do mercado deixou de ser escassez de petróleo bruto e passou a ser escassez de derivados — e liberação de reserva estratégica é medida de alívio temporário, não correção de oferta estrutural. Para quem administra uma empresa com logística própria, o custo relevante é o do combustível refinado, não o da cotação do barril.
Risco real
Com Brent acima de US$ 100 e exportações chinesas de derivados suspensas, o risco de novo repasse a fretes e combustíveis no Brasil permanece aberto.
Possibilidade prática
Revisar contratos de frete, renegociar cláusulas de reajuste e mapear dependência de diesel na operação são preparações possíveis sem depender de previsão de preço.
Fonte: EnergyNow
