Fato verificado
O IBGE divulgou em 15 de outubro que o volume de vendas do comércio varejista subiu 0,1% em agosto sobre julho, na série com ajuste sazonal, após queda de 0,8% em julho; a média móvel trimestral ficou em -0,1%, o acumulado do ano em 1,7% e o acumulado de doze meses em 1,6%. O varejo ampliado, que inclui veículos, motos, peças e material de construção, caiu 0,2% em agosto, após alta de 0,5% em julho, com média móvel trimestral de -0,3%. Seis das dez atividades avançaram no mês, com destaque para equipamentos de escritório, informática e comunicação (6,3%), e duas recuaram: móveis e eletrodomésticos (-4,2%) e hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo (-0,3%).
Por que importa
Varejo praticamente parado com juro básico de dois dígitos sinaliza consumo contido, o que afeta projeção de faturamento de qualquer negócio que venda para o consumidor final.
Leitura estratégica
Minha leitura é que o dado mostra estabilização em patamar baixo, não retomada: 0,1% em um mês, depois de -0,8%, é ruído dentro de uma média móvel negativa. Para quem administra uma empresa, o detalhe setorial é mais útil que o número agregado — a alta de 6,3% em informática e a queda de 4,2% em móveis e eletrodomésticos descrevem comportamentos de consumo diferentes dentro do mesmo mês.
Risco real
Média móvel trimestral negativa no varejo e no varejo ampliado indica que a atividade pode seguir fraca nos próximos meses, especialmente em bens de maior valor financiados.
Possibilidade prática
Usar a abertura por atividade do IBGE para calibrar previsão de demanda por linha de produto, em vez de aplicar a média do varejo ao próprio negócio.
Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Comércio (via Agência Brasil)
