Fato verificado
Segundo reportagem publicada em 4 de outubro de 2026, a TSMC deve alcançar cerca de 120 mil wafers de 2 nanômetros por mês até o fim de 2026, acima de estimativas anteriores de 90 mil a 100 mil, após clientes elevarem pedidos de 2 nm entre 10% e 20%. A empresa projeta diluição de 3 a 4 pontos percentuais na margem bruta no segundo semestre de 2026 em razão da aceleração dessa produção, com a expansão de fábricas no exterior acrescentando inicialmente 2 a 3 pontos de pressão, podendo chegar a 3 a 4 pontos adiante. O analista Gokul Hariharan, do JPMorgan, avaliou que manter subabastecimento por muito tempo não é desejável para a empresa, porque pode levar clientes a buscar Samsung ou Intel.
Por que importa
A capacidade de fabricar chips avançados é o gargalo físico da IA, e esse gargalo define preço e prazo de qualquer serviço de IA usado por empresas brasileiras.
Leitura estratégica
Na prática, a demanda por chips de IA continua acima da oferta, mas o custo dessa expansão aparece agora na margem do fornecedor. Vale lembrar a distinção: pedidos elevados comprovam demanda contratada, não entrega concluída nem retorno comprovado para quem compra o chip no fim da cadeia.
Risco real
Concentração da fabricação avançada em poucas empresas mantém o risco de atraso e de repasse de custo para quem contrata serviços de IA, inclusive no Brasil.
Possibilidade prática
Para quem depende de ferramentas de IA na operação, planejar custo de nuvem e de API com margem de variação é mais prudente que supor queda contínua de preço.
Fonte: Invezz
