Edição de 18 de outubro de 2026 Curadoria: EN · DE · FR · ES — por Emerson Neri
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No Brasil, o mercado aposta em caminho oposto: corte da Selic para 13,75%

Fato verificado O Copom se reúne nos dias 15 e 16 de setembro de 2026, no mesmo dia da decisão do Fed. Segundo levantamento da B3 publicado em 11 de…

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No Brasil, o mercado aposta em caminho oposto: corte da Selic para 13,75%
Foto: B3 — portal Bora Investir (dados das Opções de Copom), IBGE via Metrópoles (IPCA de agosto e declarações de analistas) e InfoMoney (agenda e fechamento de sexta-feira)

Fato verificado

O Copom se reúne nos dias 15 e 16 de setembro de 2026, no mesmo dia da decisão do Fed. Segundo levantamento da B3 publicado em 11 de setembro, as Opções de Copom indicavam cerca de 95% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, hoje em 14,00% ao ano, o que a levaria a 13,75%; a probabilidade de manutenção aparecia em torno de 3,5%. O instrumento tinha 3.265.117 contratos em aberto em 8 de setembro, ante 3.186.783 em 11 de agosto. Felipe Gonçalves, superintendente de Produtos de Juros e Moedas da B3, afirmou que “os dados das Opções de Copom mostram como o mercado ajusta expectativas à medida que a decisão do Banco Central se aproxima”. A expectativa de corte se apoia no IPCA de agosto, divulgado pelo IBGE em 10 de setembro, que registrou deflação de 0,32% no mês. Analistas ouvidos pelo Metrópoles em 11 de setembro mantêm ressalvas: Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, disse que “a inflação de serviços ainda não convenceu que entrou em processo de desaceleração” e que “o Brasil iniciou um ciclo de queda da Selic num ambiente desafiador, com juros globais subindo”. Na sexta-feira, 11 de setembro, o Ibovespa fechou a 187.207 pontos, em queda de 0,56%. O Boletim Focus desta segunda-feira sai às 8h25 e a balança comercial da Secex às 15h; os dados chineses de agosto saem às 23h.

Por que importa

Cada corte de 0,25 ponto na Selic reduz o custo de rolagem de dívida de empresa e de crédito para consumo e investimento, e o mercado trabalha com esse alívio para quarta-feira.

Leitura estratégica

Para quem administra uma empresa, o dado mais útil não é a probabilidade, é a contradição que ela expõe: o Brasil tenta cortar juros enquanto o mundo sobe, com petróleo acima de US$ 100 e dólar pressionado. Minha leitura é que o espaço para continuar cortando depende menos do IPCA do mês passado e mais do que acontecer com combustível e câmbio nas próximas semanas. A deflação de agosto é fato; a continuidade do ciclo de corte é expectativa, e o próprio economista citado registra que a inflação de serviços não acompanhou o movimento.

Risco real

Se o petróleo permanecer nos níveis de hoje, o alívio da inflação de agosto tende a ser revertido nos índices dos próximos meses, e um ciclo de corte iniciado nesse ambiente pode ser interrompido antes do previsto.

Possibilidade prática

Quem tem dívida em taxa flutuante ou planeja investimento financiado pode aproveitar a semana para levantar o custo atual e simular o efeito de 0,25 ponto — e também o cenário em que o ciclo para —, porque a decisão de contratar crédito fica melhor com os dois números na mesa.

Fonte: B3 — portal Bora Investir (dados das Opções de Copom), IBGE via Metrópoles (IPCA de agosto e declarações de analistas) e InfoMoney (agenda e fechamento de sexta-feira)

Emerson Neri

Redação Minha Geração Rica — curadoria e tradução de conteúdo internacional de educação financeira.

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