Fato verificado
O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 19/10/2026 mostra a projeção de PIB para 2026 caindo de 1,85% para 1,83% e a de 2027 de 1,40% para 1,32%. A estimativa de IPCA para 2026 ficou estável em 5,22%, acima do teto da meta, enquanto a de 2027 subiu de 4,30% para 4,32% e a de 2028 recuou de 3,79% para 3,75%. A Selic projetada para o fim de 2026 permaneceu em 13,25%, e a de 2027 em 12,00%, pela décima oitava semana consecutiva. A projeção de dólar para o fim de 2026 caiu de R$ 5,15 para R$ 5,13 e a de 2027 de R$ 5,26 para R$ 5,22. O IGP-M de 2026 passou de 5,27% para 5,26% e os preços administrados de 2026, de 4,89% para 4,84%. A pesquisa reúne projeções de economistas de mercado consultados pelo Banco Central.
Por que importa
É o retrato semanal de como o mercado enxerga o custo do dinheiro e o crescimento no Brasil — a base de qualquer decisão de investimento, contratação ou financiamento no próximo ano.
Leitura estratégica
O ponto estratégico é a combinação: crescimento revisado para baixo em 2026 e 2027, inflação projetada acima do teto da meta e Selic estável em dois dígitos altos. Para quem administra uma empresa, isso descreve um ano de crédito caro com demanda fraca, e não um ciclo de alívio próximo.
Risco real
Projeção de PIB de 1,32% para 2027 com Selic a 12,00% indica margem estreita para empresas alavancadas, ainda que sejam estimativas e não resultados.
Possibilidade prática
Testar o orçamento de 2027 com juro na casa de 12% e crescimento perto de 1,3% é um exercício barato que evita decisão de expansão baseada em cenário mais favorável que o projetado.
Fonte: Banco Central do Brasil (Boletim Focus), via InfoMoney
