Fato verificado
No primeiro turno realizado em 4 de outubro de 2026, com mais de 99% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) liderou com cerca de 47% dos votos válidos contra cerca de 45% de Lula (PT) — a Exame registrou 47,13% e 45,04% com 99,47% das urnas às 22h58, e o Poder360 registrou 47,03% e 45,16% em atualização das 23h14. O segundo turno está marcado para 25 de outubro de 2026. Ainda no domingo, o ETF EWZ, que replica ações brasileiras nos Estados Unidos, subiu 10,29% no mercado overnight, a US$ 42,12 às 21h31 de Nova York, contra US$ 38,19 no fechamento de sexta; na Bolsa de Tóquio, o ETF NEXT Funds Ibovespa Linked (código 1325) abriu a 318 ienes, alta de 7,91% sobre os 294,70 ienes anteriores, com volume de 148.620 cotas nos dez primeiros minutos, 7,4 vezes a média diária, segundo a Bloomberg Línea. Em ADRs, o Poder360 registrou Itaú +7,92%, Petrobras +5,08% e Vale +5%.
Por que importa
O preço dos ativos brasileiros entrou na semana já embutindo um cenário fiscal que ainda não foi decidido nas urnas.
Leitura estratégica
Minha leitura é que o movimento de domingo mede expectativa de ajuste fiscal, não um desfecho eleitoral — e as próprias matérias registram que a liquidez do overnight é menor que a da sessão regular, o que amplia variações a partir de poucos negócios. Na prática, quando um preço sobe antes do fato, ele passa a depender da confirmação do fato para se sustentar.
Risco real
Três semanas de campanha com dois candidatos separados por cerca de dois pontos percentuais tendem a produzir oscilação forte em câmbio, juros futuros e Bolsa, nos dois sentidos.
Possibilidade prática
Para quem administra uma empresa, o intervalo entre turnos é mais útil para organizar capital de giro, revisar contratos indexados ao dólar e postergar decisões de alavancagem do que para antecipar vencedor.
