A Administração Geral de Alfândegas da China informou nesta terça-feira (8) que as exportações cresceram 25% em agosto na comparação anual e as importações, 28,2%, com superávit comercial de US$ 119,1 bilhões, ante US$ 112,5 bilhões em julho. As exportações de veículos avançaram 53,2% e as de itens de alta tecnologia, 42,9% — associadas principalmente a inteligência artificial. No acumulado de janeiro a agosto, as exportações sobem 19,3% e as importações, 27%. O superávit com os Estados Unidos chegou a US$ 29,2 bilhões em agosto, ante US$ 28 bilhões em julho.
A China é o principal parceiro comercial do Brasil, e a composição do que ela compra e vende define preço de commodity e concorrência industrial aqui.
Minha leitura é que o dado mostra uma China que exporta cada vez mais manufatura de maior valor — carro e eletrônico ligado a IA — enquanto importa mais insumo. Para o Brasil, isso é ao mesmo tempo demanda por matéria-prima e concorrência crescente em produto acabado.
Crescimento de importação chinesa não se distribui igualmente: as exportações brasileiras à China caíram 10,9% em agosto, segundo dados da Secex divulgados em 5 de setembro.
Para quem vende produto industrializado, vale acompanhar mês a mês em quais categorias a oferta chinesa está avançando, antes de a concorrência aparecer no preço.
Fontes: Poder360 (08/09/2026), com base na Administração Geral de Alfândegas da China.
